(Fernanda D'Umbra)
Por mim, escreveria até a morte (farei isso)
iria até sua casa e me deitaria no meio fio
eu ia esperar que você saísse
jornal na mão, cabelos limpos
e uma cara safada, rendida
marcada por dois olhos
locados por uma construtora
que nos demitiu no primeiro dia
e nós, (sempre bem vestidos) não sabemos
o que fazer com aquele carro, aquela casa
aquela vida inteira sequelada
aquela musica que toca no rádio
e a gente dança (sem entender nada)
Fernanda publica no Sem Gelo - Um Blog Puro
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